Durante muito tempo deixei de atualizar meu Blog. Prometo voltar. Abraços.
Pietro Arnaud
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
terça-feira, 5 de agosto de 2008
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Nação

"Me diz que som é esse, que vem de Pernambuco?
Mangebeat!!!
Movimentos astrológicos e digitais trarão no domingo dia 03 de julho de 2008 a Nação Zumbi em Ponta Grossa.
Pela primeira vez na história a cidade estará movimentada pelos caranguejos com cérebros enviados pelo Mangue para movimentar o Cosmos Princesino.
A mensagem que foi enviada de Pernambuco é a seguinte:
ANTENE-SE!!!
Certamente os Iniciados mangueboys e manguegirls entendem o que isso quer dizer...
Será com certeza uma noite histórica, na qual poderemos sentir a energia que emana do Mangue.
Confira abaixo a definição de mangueboys e manguegirl de Fred Zero Quatro: Os mangueboys e manguegirls são indivíduos interessados em: quadrinhos, tv interativa, anti-psiquiatra, Bezerra da Silva, Hip Hop, midiotia, artismo, música de rua, John Coltrane, acaso, sexo não-virtual, conflitos étnicos e todos os avanços da química aplicada no terreno da alteração e expansão da consciência.
Caranguejos com Cérebro
Os Chamagnathus granulatus sapiens tomaram a cidade. Andando sobre pontudas unhas, esse misto de crustáceo decápode e Homo sapiens avança em legiões, apavorando criaturas, marchando desconcertantes para a unificação simbólica. Sintonizados nas freqüências moduladas, colocam em risco as superestruturas da ordem estabelecida. Grupos religiosos e políticos apoiam uma ação armada dos militares.
Ainda não se sabe o que tudo isso vai acarretar. É o triste fim da raça humana? Ou só a aurora de uma nova era? Isso só o futuro poderá responder...

Faremos uma noitada excelente!!! Nação in City
E para lembrar de Chico:

” Nada como o firmamento
para trazer ao pensamento
a certeza de que estou sólido
em toda área que ocupo
e a imensidão aérea
é ter o espaço do firmamento no pensamento
e acreditar em voar algum dia.”
- Chico Science.
A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen


“Não é possível ocorrer que o senhor, depois de dezenas de anos de prática, maneje o arco de uma maneira intencional, mas com a segurança de um sonâmbulo, de tal maneira que o senhor tenha-se tornado incapaz de errar, mesmo que não tenha apontado conscientemente para o alvo?”
Acostumado às minhas cansativas perguntas, o mestre balançou a cabeça depois de um silêncio meditativo: “Não vou negar que possa estar fazendo algo parecido com o que o senhor sugere. Coloco-me à frente do alvo, logo tenho que vê-lo, embora não me fixe nele intencionalmente. Por outro lado, sei que vê-lo não é suficiente, que isso nada decide ou explica, pois eu o vejo como se não o estivesse vendo.”
Foi então que me escapou a seguinte observação: “Se é assim, nada impede que o senhor acerte o alvo com os olhos vendados.”
O mestre me dirigiu um olhar que me fez sentir que eu o tivesse ofendido, e em seguida me disse: “Eu o espero à noite.”
Instruções Preliminares. A Vós Confio a Economia da Vida

INSTRUÇÕES PRELIMINARES
CURVAI vossa cabeça ao pó, ó habitantes da Terra! Permanecei silentes e recebei com reverência estas instruções do alto.
Onde quer que o Sol brilhe, onde quer que sopre o vento, onde quer que haja ouvidos para ouvir e mente para conceber, que se dêem a conhecer os preceitos da vida, que as máximas da verdade sejam honradas e obedecidas.
Todas as coisas provêm de Deus. Seu poder não tem limites. Sua
sabedoria é para a eternidade, Sua bondade perdura para sempre.
Ele está sentado em Seu trono no centro do universo e o hausto de Sua boca dá vida ao mundo.
Ele toca as estrelas com Seus dedos, e elas prosseguem jubilosamente
em seu curso.
Nas asas do vento Ele caminha e cumpre Sua vontade em todas as
regiões do ilimitado espaço.
Ordem, graça e beleza emanam de Suas mãos.
A voz da sabedoria fala em todas as Suas obras; mas a mente mortal não a compreende.
A sombra do conhecimento mortal perpassa o cérebro do homem como
um sonho; ele vê como se estivesse nas trevas; raciocina e se engana.
Mas a sabedoria de Deus é como a Luz do Céu; não requer a razão; Sua
mente é a fonte da verdade.
Justiça e misericórdia esperam diante de Seu trono; benevolência e amor iluminam Suas feições para sempre.
Quem se iguala a Deus em glória? Quem pode rivalizar com o Todo-
Poderoso em poder? Terá Ele algum igual em sabedoria? Poderá alguém ser comparado a Ele em bondade? Não há nenhum outro diante Dele!
Foi Ele, ó homem! quem te criou; tua presente situação na Terra foi
estabelecida por Suas Leis; os poderes de tua mente são dádivas de Sua Bondade e as maravilhas de tua constituição são obra de Sua mão; tua Alma é Sua Alma; tua consciência, Sua consciência.
Ouve portanto Sua voz, pois é cheia de graça; aquele que obedecer
estabelecerá em sua mente a Paz Profunda, e levará perene crescimento à Alma que em seu corpo habita, estado após estado, nesta Terra.
Com estas instruções, portanto,
A Vós Confio a Economia da Vida
O Mestre.
(Início do Livro "A Vós Confio", publicado pela AMORC GLP,Grande Loja da Lingua Portuguesa.
A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen, Herrigel, Eugen



Certo dia, no momento em que o tiro partiu, o mestre exclamou: “Aí está! Incline-se!” Em seguida, como eu não podia, infelizmente, deixar de olhar para o alvo, constatei que a flecha apenas lhe roçara a borda. “Esse foi um tiro verdadeiro”, afirmou o mestre, “e é assim que se deve começar. Mas por hoje basta, porque, se continuamos, o senhor se esmeraria demais no segundo tiro, pondo a perder esse bom começo.”
Dentre os inúmeros tiros que eu dava, muitos fracassavam, mas alguns atingiam o alvo. Se eu desse o menor sinal de orgulho, o mestre me repreendia com inusitada rudeza: “O que se passa com o senhor? Já sabe que não se deve envergonhar pelos tiros errados. Da mesma maneira, não deve felicitar-se pelos que se realizam plenamente. O senhor precisa libertar-se desse flutuar entre o prazer e o desprazer. Precisa aprender a sobrepor-se a ele com uma descontraída imparcialidade, alegrando-se como se outra pessoa tivesse feito aqueles disparos. Isso também tem que ser praticado incansavelmente, pois o senhor não imagina a importância que tem.”
Durante aquele período, cursei a escola mais dura da minha vida, e se ainda me era difícil adaptar-me, compreendia, com o passar do tempo, o quanto devia ao mestre. Suas lições aniquilaram em mim os últimos vestígios da necessidade de ocupar-me comigo mesmo e com as flutuações do meu estado de espírito.
“Compreende agora”, perguntou-me o mestre certo dia, depois de eu haver dado um tiro especialmente feliz, “o que quer dizer algo dispara, algo acerta?”
“Temo”, respondi-lhe, “que já não compreendo nada. Até o mais simples me parece o mais confuso. Sou eu quem estíra o arco ou é o arco que me leva ao estado de máxima tensão? Sou eu quem acerta no alvo ou é o alvo que acerta em mim? O algo é espiritual, visto com os olhos do corpo ou é corporal, visto com os do espírito? São as duas coisas ao mesmo tempo ou nenhuma? Todas essas coisas, o arco, a flecha, o alvo e eu estamos enredados de tal maneira que não consigo separá-las. E até o desejo de fazê-lo desapareceu. Porque, quando seguro o arco e disparo, tudo fica tão claro, tão unívoco, tão ridiculamente simples...”
“Nesse exato momento”, interrompeu-me o mestre, “a corda do arco acaba de atravessá-lo por inteiro.”
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